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Neste ano, a maioria dos brasileiros (52,9%) pretende gastar o 13º salário em compras de fim de ano, segundo uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
No calendário dos trabalhadores brasileiros assalariados, as datas de pagamento do 13º salário — até 30 de novembro e 20 de dezembro — são as mais aguardadas. O dinheiro não chega em boa hora por acaso. No fim do ano, o apelo para as compras dos presentes de Natal é ostensivo. Além disso, os credores ficam ávidos pelo pagamento de dívidas atrasadas, a fim de fecharem seus balanços no azul. Com tantos compromissos e tentações, é difícil resistir à escolha mais recomendada pelos economistas: poupar ou investir o dinheiro do abono.
Neste ano, a maioria dos brasileiros (52,9%) pretende gastar o 13º salário em compras de fim de ano, segundo uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Dentre os 27% que não usarão o dinheiro em compras e presentes, apenas 26,6% pretendem economizar. Para a entidade, os índices indicam que uma boa parte da população não consegue viver dentro de seu padrão de vida, tendo que recorrer a ganhos extras para quitar dívidas ou comprar.
— Em tempos de crise, recomendo que o dinheiro extra seja empregado para pagar dívidas ou poupado para aliviar as despesas de início de ano, como matrícula escolar, IPTU e IPVA — defendeu Roberto Zentgraf, professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Ibmec.
A física Samara Carvalho, de 28 anos, segue à risca todos os conselhos dos economistas e, com planejamento, diz que vai conseguir guardar metade do abono de fim de ano:
— Eu quero guardar metade do 13º salário na poupança. A outra metade eu vou usar para os gastos do início do ano, como IPTU e IPVA, fora outras despesas, que terão correções, como o plano de saúde que eu pago para a minha mãe, que deverá aumentar 30%. Para mim, não existe obrigação de dar presentes para todo mundo. Faço isso dentro do possível.
‘Melhor uso é poupança ou investimento de longo prazo’
— É correto o pensamento de quitar dívidas e aliviar-se de juros, mas, na ânsia de colocar as contas em dia, o consumidor pode se comprometer por não calcular o peso das futuras parcelas no orçamento, sem o 13º salário. É comum, mesmo com esse recurso extra, as pessoas acabarem pegando novos empréstimos, sem um planejamento financeiro correto. O melhor uso do ganho extra é poupar ou investir para a realização de sonhos, como 26,6% daqueles que não vão gastar o 13º em compras para o Natal disseram que fariam, segundo a pesquisa do SPC Brasil. Para isso, o primeiro passo é fazer um diagnóstico preciso, descobrindo exatamente qual é sua situação financeira atual: endividado, equilibrado ou investidor.
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